Política
Líder do PS subscreve apelo de Seguro e lembra: "Escrevi ao primeiro-ministro há mais de um ano"
José Luís Carneiro concorda com o apelo do presidente da República para que os partidos deixem de lado as “tricas políticas” e defende que o recado de António José Seguro não era dirigido aos socialistas.
“Julgo que não é. Eu estou totalmente de acordo com o presidente da República”, afirmou, lembrando que, há "mais de um ano", escreveu a Luís Montenegro a propor um trabalho conjunto em torno de prioridades nacionais nas áreas da habitação e da saúde: "Um trabalho comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais".
Em declarações à margem da 10.ª edição das Conferências do Estoril, na Nova SBE, em Carcavelos, o líder socialista Carneiro adiantou ainda não recebeu qualquer contacto do Governo para trabalhar soluções para a habitação.
"Sobre a habitação ainda não tive qualquer contato, deixei ficar os meus contributos ao presidente da República. Levaremos agora esses contributos à especialidade. Quis deixar ficar os nossos contributos para que não partamos do zero, ou seja, é muito importante que os contributos que levamos para a habitação, para a saúde e para as outras áreas do desenvolvimento sejam do conhecimento de todos os partidos e do presidente", disse.
No mesmo sentido, José Luís Carneiro voltou a desafiar o primeiro-ministro a retirar a proposta de alteração à lei das rendas e a abrir um diálogo com o PS para encontrar soluções para a crise da habitação, assinalando que a atual proposta do Governo fragiliza os jovens, as famílias da classe média e os mais idosos".
Carneiro recordou também que o PS apresentou várias medidas sobre a habitação na discussão do Orçamento do Estado, defendendo, entre outras, uma moratória para as rendas cujo prazo termina no final do ano. "Há milhares de pessoas preocupadas com a extinção desses prazos de validade das suas rendas”, apontou.
PS acusa Governo de "passividade" e exige que Montenegro governe
Confrontado com as notícias sobre um eventual interesse da direção do PS num entendimento de "bloco central" com o PSD, José Luís Carneiro defendeu a importância de existir uma alternativa política clara entre os dois principais partidos democráticos.
“É importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democráticos portugueses, entre o PS e o PSD”, afirmou. O secretário-geral socialista recusou, no entanto, aprofundar a possibilidade de entendimentos entre os dois partidos para afastar o Chega e reivindicou o contributo do PS para a estabilidade política. “Acabei de dar um grande contributo político para a estabilidade política do país e para evitar uma crise”, disse o secretário-geral do PS, referindo-se à viabilização do Orçamento do Estado.
Segundo José Luís Carneiro, o PS assumiu uma posição de "responsabilidade" num momento particularmente difícil, marcado pela guerra na Europa e no Médio Oriente, mas avisa: “O Governo não se pode escudar permanentemente, fugir aos problemas, porque o Governo já vai para o seu terceiro Orçamento e não responde aos problemas das pessoas. O Governo tem de governar e o primeiro-ministro tem de coordenar, de comandar, de liderar o seu Governo”.
Em declarações à margem da 10.ª edição das Conferências do Estoril, na Nova SBE, em Carcavelos, o líder socialista Carneiro adiantou ainda não recebeu qualquer contacto do Governo para trabalhar soluções para a habitação.
"Sobre a habitação ainda não tive qualquer contato, deixei ficar os meus contributos ao presidente da República. Levaremos agora esses contributos à especialidade. Quis deixar ficar os nossos contributos para que não partamos do zero, ou seja, é muito importante que os contributos que levamos para a habitação, para a saúde e para as outras áreas do desenvolvimento sejam do conhecimento de todos os partidos e do presidente", disse.
No mesmo sentido, José Luís Carneiro voltou a desafiar o primeiro-ministro a retirar a proposta de alteração à lei das rendas e a abrir um diálogo com o PS para encontrar soluções para a crise da habitação, assinalando que a atual proposta do Governo fragiliza os jovens, as famílias da classe média e os mais idosos".
Carneiro recordou também que o PS apresentou várias medidas sobre a habitação na discussão do Orçamento do Estado, defendendo, entre outras, uma moratória para as rendas cujo prazo termina no final do ano. "Há milhares de pessoas preocupadas com a extinção desses prazos de validade das suas rendas”, apontou.
PS acusa Governo de "passividade" e exige que Montenegro governe
Confrontado com as notícias sobre um eventual interesse da direção do PS num entendimento de "bloco central" com o PSD, José Luís Carneiro defendeu a importância de existir uma alternativa política clara entre os dois principais partidos democráticos.
“É importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democráticos portugueses, entre o PS e o PSD”, afirmou. O secretário-geral socialista recusou, no entanto, aprofundar a possibilidade de entendimentos entre os dois partidos para afastar o Chega e reivindicou o contributo do PS para a estabilidade política. “Acabei de dar um grande contributo político para a estabilidade política do país e para evitar uma crise”, disse o secretário-geral do PS, referindo-se à viabilização do Orçamento do Estado.
Segundo José Luís Carneiro, o PS assumiu uma posição de "responsabilidade" num momento particularmente difícil, marcado pela guerra na Europa e no Médio Oriente, mas avisa: “O Governo não se pode escudar permanentemente, fugir aos problemas, porque o Governo já vai para o seu terceiro Orçamento e não responde aos problemas das pessoas. O Governo tem de governar e o primeiro-ministro tem de coordenar, de comandar, de liderar o seu Governo”.